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Ao optar pela neutralização, muitas empresas garantem que toneladas de CO2 emitidas, durante um evento, sejam capturadas da atmosfera pela fotossíntese
O avanço do efeito estufa e o aumento das ações de compensação das emissões de gases poluentes, pelas empresas, em anos anteriores, prometem fazer de 2010, o ano de neutralização de carbono no Brasil.
Qualquer um pode pagar por projetos que neutralizem suas ações rotineiras, como a locomoção de carro movido à gasolina, uma viagem de avião, entre outros. No caso das empresas, a procura se dá, principalmente, no setor de serviços e eventos.
No Brasil, desde 2007, houve um incremento no número de empresas e instituições que passaram a neutralizar suas emissões de carbono. Um exemplo é o caso da Fundação O Boticário, que adotou áreas do Programa de Desmatamento Evitado da SPVS (Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental) para neutralizar as emissões de gases de efeito estufa da própria instituição e das que foram geradas durante eventos realizados para o público externo, nos anos de 2007 e 2008. No total, foram emitidas cerca de 250 toneladas de gás carbônico equivalente.
Um dos eventos que teve suas emissões neutralizadas foi o V Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (V CBUC), que aconteceu em 2007 e reuniu 1.800 pessoas em Foz do Iguaçu. As emissões inventariadas chegaram a 107,9 toneladas de gás carbônico equivalente.
Para neutralizar o total de emissões inventariadas nesses dois anos, foram adotados quatro hectares de áreas naturais de remanescentes de Floresta com Araucária, que estão localizados em uma propriedade no município de Tijucas do Sul, no Paraná.
“Na quinta edição, nós mensuramos as emissões e as neutralizamos por meio da adoção de uma área de Mata Atlântica em parceria com a ONG SPVS. Desta vez, vamos levantar as principais emissões de 2009 para traçarmos um plano de redução para a próxima edição do congresso, em 2011”, afirma Malu Nunes, diretora executiva da Fundação O Boticário de Proteção à Natureza.
Ao optar por esta técnica, garante-se que um número previamente calculado de toneladas de CO2 emitidos por um conjunto de atividades humanas sejam capturados da atmosfera pela ação de fotossíntese das plantas. De acordo com o Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC), no geral, para neutralizar uma tonelada de carbono emitido é necessário o plantio de seis árvores nativas, como da Mata Atlântica e da Floresta Amazônica.
Além do plantio, a neutralização pode ser gerada por atividades que promovam a preservação de florestas e a eficiência de energia, evitando a queima de combustíveis fósseis.
O Instituto Brasileiro de Florestas desenvolve o inventário para o cálculo de emissão de CO2 e desenvolve projetos personalizados para a neutralização da emissão de gases poluentes, por meio do plantio de árvores. Atualmente, o IBFLORESTAS está negociando a parceria com a FEMADE 2010, para a neutralização de CO2 emitido durante o evento.
A feira, que é realizada anualmente, disponibiliza um espaço para que a Indústria da Madeira, Móveis e Setor Florestal mostre suas novas tecnologias, soluções e oportunidades de negócios para visitantes, promovendo o comércio e a integração tecnológica na indústria mundial.
Segundo Ricardo Carvalho, arquiteto da Hanover, nas edições anteriores da feira, ainda não existia essa preocupação com a neutralização de CO2 emitido durante o evento.
De acordo com o arquiteto, os organizadores da feira estão otimistas quanto às ações de compensação de gases poluentes emitidos durante a feira. “Queremos que a FEMADE seja um evento, onde haja divulgação de informações relevantes para a sustentabilidade das empresas ligadas à exploração florestal”, diz.
Para Carvalho, a iniciativa será uma boa oportunidade de contribuição com o meio ambiente. “Esperamos cerca de 10.000 visitantes nesta próxima edição e essa ação ajudará a reforçar o posicionamento da feira”, complementa.
Conforme Ricardo Carvalho, a definição da parceria com o IBFLORESTAS deverá ocorrer até o início do mês de fevereiro.
Caso você tenha interesse de compensar as emissões de gás carbônico de sua empresa ou evento promovido, entre em contato com o IBFLORESTAS. Nosso Instituto, em parceria com profissionais especializados, faz inventários de emissões de GEE e quantifica o número de árvores a serem plantados para neutralizar a atividade.
Lembre-se que além de atuar no combate ao Aquecimento Global, ao capturar o carbono (um dos principais GEE causador do Efeito Estufa), o plantio de árvores contribui na preservação dos recursos hídricos e na proteção da biodiversidade.
Termos mais procurados: Mudas Nativas; Apoio a Projetos; Viveiro Familiar; Plante Árvore; Sementes do Trabalho.
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